A moda e a pandemia: “Como está o comportamento do consumidor?”

Consultor de moda reflete sobre o comportamento do consumidor pós-pandemia

Arlindo Grund
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Arlindo Grund fala sobre pandemia e moda (Foto: Reprodução/Instagram)

Arlindo Grund (Foto: Reprodução/Instagram)

A partir de hoje começo aqui uma série de reflexões baseadas nas minhas experiências neste tempo de pandemia. Quero compartilhar com vocês tudo aquilo que de alguma maneira possa contribuir para o nosso crescimento a partir de diversos pontos de vista e diálogos que estou tendo durante o distanciamento social.
Num momento de impacto, conversei com Reginaldo Fonseca, meu parceiro em vários trabalhos e cabeça da Cia. Paulista de Moda, responsável por vários eventos de moda no Brasil e também em Angola. E dessa conversa surgiram vários pensamentos.

Arlindo Grund fala sobre pandemia e moda (Foto: Reprodução)

 Foto: Reprodução/www.agrund.com

Consumidor

A crise do coronavírus trouxe o isolamento e o distanciamento social como premissa para uma tentativa de controle da pandemia. E diante deste momento cheio de incógnitas, como está o comportamento do consumidor? De que forma, nós, que trabalhamos com moda, estamos sendo diretamente impactados com os acontecimentos? Sim, é um momento de reconexão, de buscar nossos reais valores. E a busca acontece conosco enquanto ainda estamos produzindo e trabalhando, e seguindo as devidas normas de segurança.

Nós, enquanto consumidores, já paramos para pensar o que realmente será necessário para vivermos?

A moda feita de maneira consciente e com propósito chegou para todos. Por mais que muitas pessoas ainda não enxergassem o impacto de suas produções, pelo menos ao seu redor, chegou a hora de prestar mais atenção ao que é feito para contribuir de maneira eficiente e concreta numa melhoria na qualidade de vida da sociedade – nem que seja de seus funcionários, das pessoas que estão ao seu redor.
Grandes marcas de luxo pararam suas produções e levaram todos os seus esforços para a fabricação de álcool em gel, outras começam a confeccionar máscaras de proteção e assim a onda vai crescendo. O fato é que ainda estamos longe de saber como será a partir de agora o nosso novo cotidiano. As marcas e centros comerciais já começam a pensar em estratégias mais humanizadas.
Mas, e nós, enquanto consumidores, já paramos para pensar o que realmente será necessário para vivermos? Os valores irão mudar ou o antigos ideais irão se acentuar? O consumo virá mais forte, como vimos recentemente na China?
Ficam aqui questionamentos e ao mesmo tempo palavras de esperança de que dias melhores virão. No mundo e na moda!

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