Anitta vem usando o álbum Equilibrivm para olhar para dentro, mas também para reforçar suas raízes brasileiras. E a moda acompanha esse movimento. Em entrevista exclusiva ao Elas no Tapete Vermelho, Amir Slama, que já criou diversos looks para a cantora, revela detalhes de algumas das peças usadas no projeto e destaca a importância de Anitta valorizar a moda nacional em um momento tão ligado à brasilidade.

“Eu acompanho a Anitta e a admiro há bastante tempo. Já fiz vários trabalhos com ela e, neste último, em que ela está fazendo uma reflexão tanto interior quanto numa coisa de raízes brasileiras, é superincrível poder estar com peças nossas dentro desse trabalho”, afirmou o estilista.
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Amir participou de diferentes momentos visuais de Equilibrivm. No primeiro álbum do projeto, Anitta apareceu com uma saia de escamas criada por ele e desfilada no São Paulo Fashion Week.

Já na segunda parte, a parceria ganhou novas formas, com produções brancas que misturam renda, organza e diferentes tecidos. Uma das criações que mais conversa com a proposta de brasilidade do trabalho é o vestido estampado usado por Anitta no clipe da música Eu Não Sou Santa, que gravou com Mestrinho. A estampa é do pintor Glauco Rodrigues (1929-2004), artista que ganhou destaque nos anos 1970 com uma produção ligada à cultura brasileira e à chamada arte de protesto.

“A estampa do pintor que usamos no vestido, por exemplo, representa uma Virgem Maria indígena”, explica Amir. Para reproduzir o desenho, o estilista contou que foram usados dois tecidos diferentes, justamente para ampliar o efeito visual da imagem. A referência ganha, assim, uma nova leitura no corpo da cantora e se encaixa na proposta de Equilibrivm, que reúne elementos da cultura brasileira, espiritualidade e diferentes referências às raízes do país.
Branco, renda e volume

Em outro momento do projeto, Anitta aparece com uma produção inteiramente branca, formada por saia e top. A construção aposta na mistura de materiais para criar movimento e volume. “É uma saia e um top, tudo branco, de georgette de seda, renda, organza armada e crepe de chine para dar esse volume”, descreve o estilista.
A combinação de tecidos faz com que o branco não seja apenas uma escolha de cor, mas ganhe diferentes texturas e transparências. A renda e a organza ajudam a estruturar a silhueta, enquanto o georgette de seda e o crepe de chine contribuem para a fluidez.
Anitta e a moda nacional
Para Amir, a presença de criações brasileiras no projeto reforça uma relação que Anitta já mantém há anos com a moda do país. A cantora também usa grandes grifes internacionais, principalmente em compromissos fora do Brasil, mas, segundo o estilista, nunca deixou de abrir espaço para marcas e designers nacionais.
“Anitta é muito versátil e sempre valorizou a moda nacional. Ela usa coisas globais fora do Brasil, mas sempre procurou valorizar o que é nosso. E ainda mais nesse momento muito particular de brasilidade”, afirma. Para Amir, fazer parte desse processo é especialmente significativo. “É superincrível poder estar com peças nossas dentro desse trabalho”, resumiu
