Com menos de um ano e meio de carreira, Fernanda Arraes, 39 anos, vive uma ascensão meteórica no audiovisual. Após chamar atenção na série americana The Bay, a atriz brasileira desembarcou em Cannes cercada de novos trabalhos internacionais, aparições no red carpet e a exibição do longa “Deixe-me Viver” no Marché du Film, estrelado por Mônica Carvalho, que também é coautora do roteiro, e Cat Dantas.

Durante o festival, Fernanda, que mora nos Estados Unidos desde os 14 anos, quis valorizar a moda brasileira no tapete vermelho ao prestigiar estilista especializado em alta-costura Rafael Carneiro. O look preto de tule com bordados e brilho, vinha ainda com enfeites de plumas na saia, tendência em alta.

A trajetória acelerada impressiona. Fernanda estreou no cinema em “Senhoras”, de 2024, estrelado por Nívea Maria e Zezeh Barbosa. Depois vieram a série norte-americana “The Bay”, o longa “Deixa-me Viver”, o filme “Eu Sou a Lei”, dirigido por Miguel Rodrigues e lançado este mês no Brasil, além de “Tramas Digitais”, rodado antes de sua viagem para Cannes. Agora, a atriz acaba de finalizar mais uma produção internacional filmada na Tailândia, ligada à franquia Skyline.
Mas foi ao assistir a si mesma na tela durante a exibição de Deixa-me Viver que Fernanda viveu um dos momentos mais emocionantes da carreira. “Foi muita emoção estar ali, naquele cinema, vivendo tudo isso. Passar no tapete vermelho foi uma experiência única, porque é onde passam os maiores talentos, os atores que eu admiro e me inspiro. Estar naquela tela concretiza minha carreira como atriz.”

Apesar da rápida projeção internacional, Fernanda afirma que os resultados são consequência da dedicação intensa aos estudos e aos trabalhos nos últimos meses. “Eu dediquei esses 16 meses só para isso. Fiz muitos sacrifícios e fui extremamente comprometida. Por isso as coisas estão acontecendo.”
A atriz ainda resumiu Cannes como um lugar de oportunidades inesperadas. “Cannes não é só sobre filmes. É sobre conexões, trocas e conhecer pessoas do mundo inteiro. Aqui você tem que estar pronta em dois minutos, porque tudo pode acontecer.”
Com colaboração de Márcia Dornelles
