Com brasileira na passarela, Dior traz sua ligação com Hollywood na primeira coleção Cruise assinada por Jonathan Anderson

O estilista Jonathan Anderson estreou na coleção Cruise da Dior homenageando mais uma vez o criador da maison, desta vez relembrando sua ligação com o cinema. Para isso, realizou a apresentação no Los Angeles County Museum of Art (LACMA). Entre as principais inspirações está uma jaqueta da coleção de alta-costura primavera/verão 1949 usada por Marlene Dietrich no filme Stage Fright, dirigido por Alfred Hitchcock.

Victoria Blecher para Dior (Foto: Divulgação/Way Model)
Victoria Blecher para Dior (Foto: Divulgação/Way Model)

Além dessa peça simbólica, Anderson também pontuou a coleção com referências à papoula da Califórnia e à estética do film noir. Nas redes sociais, a grife lembrou ainda que a coleção teve como inspiração a indicação de Monsieur Dior ao Oscar de Melhor Figurino, em 1955, por “Quando a Mulher Erra” (Terminal Station”), dirigido por Vittorio De Sica e lançado em 1953.

A marca também resgatou a famosa frase de Marlene Dietrich: “No Dior, no Dietrich”. Para criar esse clima cinematográfico, os modelos desfilaram entre luzes ornamentais e carros conversíveis vintage, criando uma ilusão de cinema nas salas do museu, como explicou a própria maison.

 

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As papoulas da região apareceram em um vestido com flores alaranjadas aplicadas, a coleção também trazia casacos que evocavam o mistério dos filmes dos anos 1950. Algumas dessas peças foram usadas sobre slip dresses na passarela, que contou com a modelo brasileira Victoria Blecher, da Way Model. A modelo estreou em grande estilo na moda internacional em julho de 2025, quando foi escolhida pela Celine para desfilar sob contrato de exclusividade mundial.

Victoria Blecher para Dior (Foto: Divulgação/Way Model)
Victoria Blecher para Dior (Foto: Divulgação/Way Model)

Na Dior, Victoria usou um vestido branco mídi, levemente drapeado, com flor lateral e uma espécie de estola leve envolvendo o pescoço, numa releitura dos acessórios presentes no figurino e no estilo das décadas de 1950 e 1960 — bem ao estilo das estrelas de cinema da época.

Looks em azul, amarelo e vermelho também marcaram a coleção, assim como casacos e sobreposições suaves com assimetria, misturando materiais leves e mais encorpados. Tecidos fluidos apareceram em diversos vestidos, alguns com cintura baixa e comprimentos alongados.

 

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A coleção contou ainda com a colaboração do artista Ed Ruscha, responsável pelas estampas de algumas camisas, e do chapeleiro Philip Treacy, que criou acessórios com as palavras “Dior” e “Buzz”. Um glamour hollywoodiano reinterpretado de forma contemporânea.

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