A Artemisi encerrou o segundo dia da 61ª edição do SPFW com um trabalho artesanal de peso aliado à tecnologia 3D, que deixa de ser usada apenas em corsets e passa a aparecer também em vestidos. Os 27 looks apresentados exigiram mais de 20 mil horas de trabalho e 700 mil cristais. Um único vestido recebeu 100 mil cristais, aplicados um a um em um processo que levou 1,2 mil horas.

As criações de Mayari Jubini reúnem vários requisitos para participar, por exemplo, dos desfiles de alta-costura em Paris, que exigem trabalho manual e looks exclusivos. Na passarela, peças com formas esculturais, muitas feitas com impressão 3D, dividiam espaço com looks totalmente forrados com pedras, cristais, metais e penas.

A coleção, chamada The Holy Matter (A Matéria Sagrada), trazia ainda ares de realeza, com vestidos que valorizavam os quadris, tanto nas laterais quanto na parte de trás. Foi o caso do último look, roxo, em que camadas de tecido ampliavam a região.

A ideia da estilista, que já vestiu Demi Lovato, Anitta, entre outras famosas, é mostrar que o trabalho artesanal pode caminhar junto com a tecnologia. Para isso, mistura bordados, rendas, transparências e pinturas feitas à mão com impressão 3D e modelagem de materiais sintéticos. O resultado na passarela são peças altamente trabalhadas, que poderão ser vistas em eventos usados por muitas celebridades.

Vários modelos apareceram ainda com os rostos cobertos. “As máscaras surgem como um dos códigos centrais dessa narrativa: ao mesmo tempo em que ocultam o rosto, constroem novas possibilidades de presença e imagem”, explicou a estilista no material de divulgação. No desfile anterior, da grife Martins, o estilista Tom Martins também cobriu os rostos dos modelos.
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