A Semana de Alta-Costura de Paris aconteceu entre os dias 6 e 9 de julho. A brasileira Juliana Herc, apresentadora e especialista em moda, marcou presença no evento e analisou que foi marcado por um diálogo entre exuberância, técnica e autenticidade.

“Saio de Paris com a sensação de que a moda vive um momento muito interessante. Existe espaço para o espetáculo, mas também para a identidade. As coleções que mais me marcaram foram justamente aquelas que conseguiram emocionar sem perder sua essência. É isso que faz a alta-costura continuar sendo uma referência para toda a indústria da moda”, comentou.
Rahul Mishra
Entre os desfiles que mais chamaram a atenção dela esteve o de Rahul Mishra. Segundo Juliana, a riqueza dos bordados, das texturas e das construções manuais demonstrou a força do trabalho artesanal na alta-costura.
“Rahul Mishra conseguiu transformar cada look em uma obra de arte. Era impossível olhar apenas para o conjunto. Cada bordado, cada textura e cada volume pediam um novo olhar. É uma coleção que mostra como a alta-costura continua sendo um espaço de experimentação e excelência artesanal.”
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Stéphane Rolland
Outro destaque foi a apresentação de Stéphane Rolland, conhecido pela precisão de suas construções e pela estética arquitetônica de suas peças. Para Juliana Herc, a coleção reafirmou a identidade do estilista sem abrir mão da emoção.
“O trabalho do Stéphane Rolland impressiona pela técnica, mas também pela sensibilidade. Existe uma elegância muito forte nas silhuetas e uma confiança na construção das peças que faz cada entrada ter presença própria.”
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