Dior, Schiaparelli, Iris van Herpen, Mishra e Tony Ward transformam alta-costura em arte em Paris

Quem assiste aos desfiles de alta-costura não vê apenas roupas, mas verdadeiras obras de arte em movimento. Maisons como Dior, Schiaparelli, Iris van Herpen, Rahul Missra e Tony Ward provaram isso no primeiro dia das apresentações em Paris.

Desfile de alta-costura (Foto: @tonywardcouture/Instagram/Reprodução)
Desfile de alta-costura (Foto: @tonywardcouture/Instagram/Reprodução)

A Dior, com assinatura de Jonathan Anderson, por exemplo, apresentou versões vestíveis de esculturas e pinturas de artistas, como Lynda Benglis, Berthe Morisot, Gustav Klimt e Lucio Fontana, entre outros.

 

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Já a Schiaparelli apostou em formas moldadas em látex e silicone, combinadas a plumas e bordados, valorizando a silhueta ora mais rígida, ora mais fluida.

 

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Iris van Herpen, por sua vez, apresentou a coleção Sonic Starquakes, com looks que misturam física, tecnologia e moda. Um dos modelos foi desenvolvido com o auxílio de um acelerador de partículas, transformando a peça em uma espécie de miniuniverso, com efeitos de luz e raios próprios.

Rahul Mishra transformou modelos em esculturas vivas inspiradas nas peças dos templos indianos. Mishra trabalha com comunidades locais preservando e incentivando a cultura ancestral de seu país.

 

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Deserto

O desfile do estilista libanês Tony Ward, acompanhado pelo Elas no Tapete Vermelho, teve como tema “Um Sopro no Deserto”. As imagens em constante transformação da paisagem desértica serviram de inspiração para o desenvolvimento das dezenas de looks apresentados.

 

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Volumes, luz e o movimento da areia foram traduzidos em vestidos com drapeados, plissados, bordados e pedrarias. As formas variavam entre mais soltas e mais ajustadas, com diferentes proporções de volume e aplicações.

 

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Com maquiagem de efeito levemente úmido, assinada pelo brasileiro Marcello Costa, as modelos desfilaram com longos rabos de cavalo estruturados em camadas. As peças, predominantemente em tons de areia, evoluíam ao longo do desfile, acompanhando a ideia do “passar das horas no deserto”. Toques de vermelho, azul e preto completavam a cartela de cores.

 

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Se, na plateia, influenciadores, atrizes e misses se abanavam por conta do calor intenso, a passarela Tony Ward provou que cada um dos quase 60 looks apresentados valeu cada gota de suor investida pelos talentosos artesãos de sua equipe. E que venham muitos tapetes vermelhos com criações assim.

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