A modelo Carol Ribeiro, de Belém do Pará, mais uma vez desfilou para sua conterrânea, a grife Normando, de Marco Normando e Emídio Contente, que celebrou a Amazônia novamente com a coleção “Natureza Morta”, para refletir sobre a importância da floresta. Para isso, a marca levou à passarela elementos típicos da região, focando principalmente nas fibras e nas folhas de plantas locais.

Não faltaram, por exemplo, o matapi — armadilha de pesca (própria para pegar camarão nos rios amazônicos), trançada em palha pelos povos indígenas —, além de folhas do açaizeiro, que apareciam emaranhadas, criando volumes sobre peças como blazers e vestidos, mostrando que a natureza vive e resiste, apesar do nome da coleção. Uma blusa de tecido, em forma de folha verde, ta,bém chamou a atenção na passarela.

A grife, que tem sido reconhecida mundo afora e vestiu a atriz Alice Carvalho no Oscar, também levou à passarela do Rio Fashion Week o látex, “que escorreu das seringueiras amazônicas no ciclo da borracha, construiu fortunas e destruiu povos”, em looks que provam toda a maleabilidade do material.

Há ainda bananas, cuias, tops e camisas feitos a partir de folhas nervuradas. Tudo isso misturado em 35 looks, também compostos por lã, seda, algodão pima e liocel.

Na passarela, nomes como Julia Barucci, que tem se destacado em desfiles internacionais, Daiane Conterato, Marcelle Bittar, além de Carol Ribeiro. A grife provou, no Rio de Janeiro — e no mundo —, que a Amazônia está ali pertinho. Basta enxergar e respeitar esse tesouro da natureza.

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