Ju Paes rebate polêmica sobre ave rara: “julgar sem saber”

Patricia Zwipp
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Juliana Paes na Grande Rio (Foto: AgNews)

Juliana Paes na Grande Rio (Foto: AgNews)

Juliana Paes se envolveu em uma polêmica neste Carnaval. Segundo a ONG Ampara Animal, teria usado partes de uma ave rara em sua fantasia para o desfile da Grande Rio. E a rainha de bateria acaba de se manifestar sobre o assunto: “Uma réplica da ave do paraíso com materiais reformados que entrariam em descarte não fosse a recuperação. E todas as penas foram recicladas de acervos de anos anteriores e reutilizadas com nova coloração. Um trabalho de preservação de material já existente não pode ser confundido com exploração animal”.

A ONG havia feito a acusação em seu Instagram. “Na escola de samba Grande Rio tivemos a Juliana Paes, com uma fantasia que deveria homenagear a quase extinta Ave do Paraíso e tinha partes do corpo da ave raríssima importadas da Indonésia em seu adorno de cabeça”.

 

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Mais um carnaval se foi e com ele a Crueldade em forma de Fantasia. O que era para ser um momento de alegria, diversão e muitas cores, para aqueles que não tem voz, é exploração e dor. Milhares de aves (pavão, faisão, avestruz e outras aves) tem as penas arrancadas com requintes de crueldade, a sangue frio. Já existem alternativas de origem mineral, vegetal ou sintéticas que substituem todos os itens de origem animal. Ninguém mais precisa sofrer para que a beleza apareça nos desfiles e fantasias. Na escola de samba Grande Rio tivemos a Juliana Paes, com uma fantasia que deveria homenagear a quase extinta Ave do Paraíso e tinha partes do corpo da ave raríssima importadas da Indonésia em seu adorno de cabeça. A Império da Casa Verde, no destaque, exibiu Magda Moraes na fantasia de Malévola, feita com quatro mil penas de faisão, o que custou o preço de um carro popular. E a nova moda do carnaval, Renatta Teruel, musa da Unidos de Padre Miguel, desfila com look crina de cavalo na Sapucaí. Não bastava explorar as aves, agora estenderam para os cavalos. Falta de empatia, ignorância, uma errada noção de luxo e compaixão com os nossos queridos animais. O Brasil é um dos maiores importadores de penas e plumas por causa do Carnaval. As escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro utilizam em torno de três toneladas de penas. E para cada quilo de penas, é necessário o sofrimento de pelo menos duas aves. Já pararam para pensar nesses números? Fica aqui o pedido da AMPARA Animal, para que a verdadeira alegria e a compaixão toque os corações das escolas de samba, e elas parem de manter essa tradição cruel que impacta milhões de animais indefesos. Somente assim, o Carnaval será realmente uma festa de verdade, consciente, com respeito e amor aos animais. #amparanimal #amparasilvestre #carnavalsemcrueldade #sintanapele #depenados

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Confira abaixo a resposta completa da Juliana Paes:

“Quem me conhece sabe do meu amor pela Natureza. Sabe como eu vibro com cada botão de flor em meu jardim, cada bicho… Quem me conhece sabe que eu jamais machucaria um animal ou seria conivente com sua caça! Usei neste Carnaval uma réplica da ave do paraíso com materiais reformados que entrariam em descarte não fosse a recuperação. E todas as penas foram recicladas de acervos de anos anteriores e reutilizadas com nova coloração. Um trabalho de preservação de material já existente não pode ser confundido com exploração animal! Julgar sem saber… até quando?”