Isabella Fiorentino: “Sinônimo de elegância é ter bom senso”

Apresentadora falou em live sobre moda x pandemia, filhos e deu dicas ótimas

Rosângela Espinossi
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A apresentadora Isabella Fiorentino participou de live no “Elas no Tapete Vermelho”, em que falou sobre o novo momento da moda, sobre como comprar roupas pela internet, sobre a importância das cores nos looks e a necessidade de usar máscaras quando sair. “O importante é estar protegido”, afirmou durante a conversa.

Isabella Fiorentino (Foto: Divulgação)

Isabella Fiorentino (Foto: Divulgação)

Sobre as novas “tendências” de moda pós-pandemia, Isabella acredita que as pessoas estão olhando mais para dentro de si e vendo o que faz os olhos brilharem. “É uma sensação tão boa.” Disse também que é preciso quebrar algumas regras fashion. “Temos que ter a cabeça aberta”, afirmou. Falou que ficar com os trigêmeos, de 9 anos, em tempo integral, antes de voltar a gravar o “Esquadrão da Moda”, era um sonho antigo, mas disse que ama o trabalho  e cravou: “Elegância é ter bom senso”. E ela está certa.

Confira abaixo resumo da live e, no final, link para assistir a entrevista completa.

Mudanças fashion

“As pessoas estão olhando muito mais para dentro de si e para suas casas. Estão vendo em seus guarda-roupas o faz sentido ter lá ou na casa.  Estamos olhando nosso guarda-roupa com mais emoção. O que deixa feliz, o que faz os olhos brilharem. Muita gente está fazendo rapa no armário. É uma sensação tão boa. Dá para traçar uma história do que a gente gostou, do que ainda gosta e do que falta de diferente no guarda-roupa”.

 

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Aquele close pós live! Hoje fui convidada pela Rosangela do @elasnotapetevermelho ! Papo bom! Tá salva no perfil @elasnotapetevermelho

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Cabeça aberta

“Na moda, a gente sempre tem que ter a cabeça aberta. Não é porque o estilo deu certo, que você tem que ficar preso a ele. Quebrar um pouquinho as regras é bom. Menos regras traz mais essência. No livro “Moda Intuitiva”, da Cris Guerra, ela fala muito sobre isso. Diz tudo o que a pessoa precisa ouvir. Desconstrói um monte de coisas, de traumas, de coisas de que isso pode, isso não pode. Traz um olhar mais empático para a moda. Por isso, falo que quando você olha para o armário, começa entender cada momento de sua vida.”

Valor à qualidade

“Hoje, as pessoas estão dando mais valor à qualidade, não querem tecidos tão sintéticos, derivados de petróleo. O trabalho manual está muito valorizado também, na decoração, na vestimenta. A gente está mesmo olhando para dentro de casa e vendo o que é essencial. Quem fez essa roupa? A pessoa que fez está ganhando bem, está protegida, em termos de leis trabalhistas? A gente está começando a ter uma visão mais dinâmica de tudo. Antigamente, comprava-se uma roupa e tacava a tesoura na etiqueta, nem precisava ler. Hoje, as pessoas querem saber da onde vem o tecido, onde foi fabricado. Nas próprias lojas, os vendedores estão sendo treinados para dar muito mais informação daquela peça, porque os clientes querem saber.”

Certezas

“Gostei muito de uma frase da Paola Carosella, que escutei numa live. Ela diz que ‘é preciso parar e pensar se a gente quer ter certeza das certezas que a gente sempre teve certeza que teve’. Isso vale para tudo. O tempo inteiro a gente tem que abrir a cabeça. Eu quero ter uma cabeça jovem, quero ter visão, quero ouvir outros lados. Não quero ter aquela certeza total na minha vida. E isso também é legal na moda. Quebrar um pouco as regras. Lembra daquela época da revista ‘Elle’, que tinha a seção Moda para os 20, para os 30, para os 40, para os 50. Hoje em dia, isso não existe mais. Não faz mais sentido. Outra frase da Cris Guerra é que se fôssemos definir a moda, ela seria do sexo feminino e adolescente, porque a moda tem essa inconstância por natureza. Deveríamos celebrar essa “amizade” com a moda, porque quem não quer ter uma amizade com uma pessoa que te leva a se aventurar, que vai fazer você perder o seu medo?”

Elegância

“O sinônimo de elegância é ter bom senso e senso de adequação. Uma pessoa mais velha pode usar minissaia, mas não para fazer uma entrevista. Dá para ir a uma praia, churrasco. Tudo é questão de ambiente. A elegância não é um estilo, é um modo como você se apresenta. Uma mulher sexy pode ser elegante. Se vai a um lugar onde não dá para mostrar o corpo, ela estará com uma sensualidade mais velada. isso é ser elegante.”

 

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Proteção

“Quando pensamos em moda e tendência neste momento, estamos vendo semana a semana. Quando recomecei a gravar “Esquadrão da Moda”, dois meses depois que começou a quarentena, dispensei stylist, cabeleireiro, maquiador. Resolvi fazer tudo em casa, inclusive escolher minhas próprias roupas. Abri meu próprio guarda-roupa. Não pensei em cor, contraste. pensei em me proteger. Nem pensar em usar uma calça pantalona que arrasta no chão. Comecei a me vestir de forma mais utilitária: bolsos para colocar máscara, compartimento para colocar algo gel. Peças que podem chegar em casa e lavar, sapatos com solado de borracha, que pode colocar no tapete com água sanitária. Muita máscara, não colocava muitos brincos, para não machucar na hora de tirar e colocar a máscara. Usava os cabelos mais presos. Isso no começo da pandemia, onde parecia que saíamos para uma guerra. Hoje saímos com precaução, mas não tem mais o fator, de antes, que era o desconhecido. Agora a gente conhece um pouco mais o vírus. Então, a gente vai dando uma relaxada. Uso um sapato que não cobre tanto os pés, por exemplo. Se isso é bom ou ruim, não sei.”

Casualização da moda

“O que veio para ficar é a casualização da moda. Ninguém quer comprar uma peça colada, que fique justa, que não te dá movimento. Não dá sentar numa reunião de videoconferência e a calça ficar apertando. Isso vem com tudo e vai durar muto tempo. Não quer dizer que a alta-costura, como a gente viu nos recentes desfiles digitais, vai deixar de existir. Essa moda desejo sempre vai existir, mas quem vai na internet para comprar algo não quer vestido de festa, nem salto alto. Moletom todo mundo está cansado de usar. Então vai querer uma alfaiataria mais descomplicada, uma camisa que não precisa ir por dentro, algo mais confortável.”

 

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Compras online

“Nunca nos demos conta de saber a descrição dos tecidos: viscolycra, tricoline. Agora a gente tem que começar a entender um pouco mais. Fuça no Youtube, pega suas peças, dá uma olhadinha na composição. Se gosta do toque, se se sente bem, é um tecido em que pode confiar. Quando for comprar pela internet, é importante ver a descrição e se tem a mesma composição de uma peça que tem em casa e que gosta de usar. Tem os que são 100% poliéster, mas existem vários tipos de poliéster maravilhosos. Outra dica importante é ver as dimensões na peça, medidas de ombro a ombro, altura da calça. A pessoa tem que se medir e, se bater com as medidas na internet, dificilmente essa compra vai dar errado. O mais importante para mim é o tecido. Dou muita importância a eles. Alguns tipo viscose, que é uma fibra natural, da madeira, misturada com outras composições, têm caída melhor, outros são mais finas. Já vi tanto 100% poliéster que jurava ser seda. Eu prefiro os mais naturais, como linhos, algodões.

Prova de roupa

As lojas não estão deixando provar. Se comprou pela internet e chega em casa, pode provar, porque as próprias marcas têm um período de quarentena. Se uma pessoa provou e devolveu, as roupas ficam um período guardadas para voltar ao estoque. Eu também faço isso com minhas roupas do “Esquadrão”. E tem outra coisa, a gente fala tanto de sustentabilidade, mas se a gente for lavar uma roupa cada vez que sai de casa , não vai ter água no mundo. O mais inteligente, é deixar a roupa de quarentena.”

 

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Cores

“Estou numa onda de cores agora. Falar de cores é sempre muito bom, porque é um assunto que não acaba. É ótimo fazer experimentações. Tenho visto uns posts meus antigos, com color blocking, e estou amando. A gente pode usar a cor que quiser, não existe uma que você não possa vestir, mas sempre vai existir um tom certo para seu tipo de pele. Fazer uma consultoria seria ótimo, mas quem não pode, o melhor é apostar na experimentação. Abre o guarda-roupa e vê que tem tons terrosos e nada azul-clarinho, por exemplo. Por que será, né? Talvez porque aquela cor não faz aquele “bling” dentro você e acaba não comprando. Pode ser que você não fique tão bem com aquela cor e não compra muito, ou pode ser um preconceito e na hora vê que você veste fica ótimo. Eu acho que a que mais me favorece são as de tons terrosos. Eu nunca fiz uma coloração, mas estudei bastante. Já coloquei bandeira rosa e a bandeira laranja, para ver se meu tom  é quente ou frio. E sou mais a laranja, tenho a pele mais amarelada, não rosada. Sempre me senti bem com os tons mais quentes. Eu me adoro de amarelo. Laranja também fica bom.”

 

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Máscara x acessório

“Máscara é equipamento de proteção. Você até pode ter a máscara num tecido estampado, mas ela precisa ter eficácia e é preciso trocá-la sempre. Eu tenho máscara com tecido antiviral, da marca Dalila. Coloquei um post falando sobre o fato de que não é acessório, porque aquela máscara era de cristais e tule. Enfeite que não pode ser usado agora. Não tem a mínima graça essa brincadeira. Vejo estilistas incríveis fazendo máscaras lindas. Tudo bem, o importante é que seja eficaz. Vi máscara com pingente de metal, mas tem que pensar que o vírus no metal fica muito mais tempo. Um conselho legal é deixar no carro um sacolinha com várias máscaras e também levar na bolsa. É uma questão de costume.”

Raiz do cabelo

“Eu pinto meu cabelo em casa há anos. Cresci vendo minha mãe usar henna no cabelo. Não tinha nem marca. Ela colocava água quente. passava, deixava um tempo. Ficava cheiro na casa, nas roupas. Quando comecei a ter alguns cabelos brancos, ela falou para eu não pintar os cabelos de jeito nenhum. Nunca deixou, desde quando era modelo. Dizia que quando eu começasse a pintar, não ia parar mais. Bom, fui pintar meus cabelos quando tinha uns 28 anos, fiz apenas uns reflexos. Quando comecei a ter branco, ela vinha em casa e aplicava a a henna. Tinha o mesmo cheirinho. Lembrava da minha infância. Descobri uma henna, que vinha pronta, sem precisar colocar água quente, da marca Surya. Foi a descoberta da minha vida. Quem tem cabelo branco sabe que tem que pintar a cada 15 dias e não há quem aguente ir tanto no salão. Na ultima vez que pintei, usei o castanho-escuro, porque fiz luzes. desci um pouquinho com a cor para apagar o claro. Mas geralmente uso castanho-claro e alterno com o escuro.

Cabelos brancos

“Admiro quem assume, mas eu não me vejo com cabelos brancos. Tem que ter muito desprendimento da sua jovialidade. Até mesmo as meninas mais jovens possam ter, mas é um carimbo.”

Trigêmeos na quarentena

“O começo foi um presente para mim, não quero que me entendam mal, porque não é uma situação para comemorar. Mas eu queria ser mãe 100%. Um sonho meu era me dedicar 100% aos meus filhos (Lorenzo, Bernardo e Nicholas, que completam 9 anos, no último dia 1º de agosto), principalmente depois que eles nasceram prematuros. Ao mesmo tempo, sou apaixonada pelo meu trabalho. Eu amo acordar e trabalhar. Os trigêmeos nasceram de 27 semanas, fiquei 87 dias indo e vindo do hospital. Depois levei um para casa, em seguida o outro. Eu tirava leite e dava de mamar, porque ia ao hospital. Tinha dor na consciência de ter dois em casa, no aconchego, sem apito, sem furo, e um no hospital. Ficava tão mal. O Bernardo foi o último a sair. Não quero mais lembrar. Foi muito ruim. A UTI neonatal é uma montanha-russa, um dia está tudo bem, outro dia tudo mal. Mesmo assim, tinha a preocupação de estar em casa. Como fica a saturação, como sei que estão respirando? A gente fica muito dependente das máquinas. Tinha uma equipamento que colocava embaixo do berço. Se parassem de respirar apitava, apitava. Mas eu tinha três, era uma apitação o tempo todo. Quando os três chegaram em casa, tirei uma foto com eles”

Momento mágico

” Amamentei durante 9 meses. Depois desse tempo todo, voltei a trabalhar. Amo o “Esquadrão da  Moda”. E bom, quando aconteceu a pandemia, eu pensei, meu Deus, não tenho prazo para voltar a trabalhar. Não tenho que por meu despertador. Ao mesmo tempo, tinha uma tristeza de não ver minha família, minha mãe, minhas irmãs, meu pai, minha sogra. Mas também era um momento mágico, estar 100% em casa, ser mãe e esposa 100%, esposa. Eles ficaram muito tempo em casa. O máximo que fizemos foi ficar uma semana na casa de minha sogra na praia, depois de três meses. Semana passada, quando fizeram aniversário, fui ao shopping com todos eles. Todo mundo de máscara. Todos falaram ‘Mãe que delícia, a gente não quer nada, só o passeio já é nosso presente”. Passávamos álcool gel o tempo inteiro, todo mundo capotado, sem tocar em nada. Comprei uma slime e pronto. Isso é dar valor a pequenas coisas.”

Assista a live completa:

 

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Confira o bate-papo completo entre @isabellafiorentino e @roespinossi

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