“Sem Clodovil Hernandes, a moda brasileira não seria o que é hoje”, disse Ana Hickmann, na estreia do programa “Reinventando Clô”

Ana Hickmann mergulhou de cabeça em um dos projetos mais intensos de sua carreira. Durante o lançamento do primeiro episódio do docu-reality Reinventando Clô”, que foi ao ar nesta quinta-feira (14), no Canal E! (com exibição a partir desta sexta no Universal +), que revisita a trajetória do costureiro Clodovil Hernandes, a apresentadora falou com exclusividade ao “Elas no Tapete Vermelho” sobre a importância do estilista para a moda nacional e sobre os bastidores das gravações da produção.

Ana Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)
Ana Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)

“Clodovil foi um dos maiores responsáveis para a moda brasileira aparecer ao mundo. E é essa missão que nós temos ao longo dos seis episódios: contar a história dele”, afirmou Ana. “As pessoas geralmente lembram do último ato da vida de alguém: lembram do Clô na política, na televisão, do Clô ácido. Mas ele é muito mais do que isso. Deixou um grande legado na moda e a gente vai poder mostrar isso e relembrar não só por pesquisas feitas pela minha equipe e por mim, mas também com pessoas que viveram ao lado dele, na intimidade, no trabalho. Pessoas que gostavam muito e pessoas que não gostavam tanto assim do Clô”, afirmou a apresentadora, que usou vestido todo bordado com pérolas e detalhes em preto assinado por Vitor Zerbinato.

Edu Guedes e Ana Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)
Edu Guedes e Ana Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)

O lançamento da série reuniu amigos, convidados e equipe no Resid Bar, do chef Alex Atala, que assinou o menu da noite. Entre os presentes estavam Edu Guedes, além das irmãs Flávia e Isabel Hickmann, amigos próximos e profissionais envolvidos na produção. Durante a celebração, os convidados assistiram ao primeiro episódio do projeto, embalado pelo som da DJ Marina Dias, em clima de descontração.

Flávia, Ana e Isabel Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)
Flávia, Ana e Isabel Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)

Para Ana, o convite para comandar o formato representou também uma virada profissional. “Sempre tive vontade de fazer um documentário. Eu gosto de contar histórias. Mas eu também entendia que, na TV aberta, alguns formatos não eram tão apropriados para aquele momento”, contou. “Ano passado, recebi o convite e fiquei sabendo sobre todo este projeto, em que eu participava da construção do documentário junto com o reality show. Levei para meus chefes na Record e disse que era um produto diferente de tudo que eu tenho no ar. Falei que era um presente profissionalmente e como mulher também. E, na hora, recebi um grande ‘sim’. Pronto, eu precisava fazer”, acrescentou. É o primeiro trabalho de Ana Hickmann num streaming.

A apresentadora ainda revelou os bastidores puxados das gravações, mantidas em segredo durante meses. “Foram quase dois meses de gravações. Bem intensos, porque eu não deixei de fazer o “ao vivo” nem deixei de cumprir meus outros compromissos. Foi uma loucura. E não divulgamos nada na época porque era um grande segredo.”

Ana Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)
Ana Hickmann (Foto: Manu Scarpa/ Brazil News)

Ao longo dos seis episódios de Reinventando Clô, estilistas convidados recebem o desafio de reinterpretar peças icônicas de Clodovil e criar um fashion film em apenas 21 dias. Participam da produção os estilistas Penha Maia, Tom Martins, Jal Vieira, Cíntia Felix e Jubba Sam. As obras de Clodovil servem como ponto de partida para explorar diferentes épocas e aspectos da vida do criador.

No primeiro episódio, foi a vez de Jal Vieira reinterpretar o croqui de um vestido preto com saia ampla criado por Clodovil nos anos 1950, para um concurso promovido pela cantora Marlene, uma das grandes rainhas do rádio brasileiro da época. Ao fim da temporada, um grande desfile apresenta todas as releituras desenvolvidas especialmente para o programa, ao lado de peças originais assinadas pelo estilista.

Ana acredita que parte da força de Clodovil vinha justamente de sua personalidade marcante e de sua leitura apurada sobre comportamento e sociedade. “Tem uma coisa que o Clô deixou muito clara para todo mundo: quem não é visto não é lembrado. Ser uma pessoa inteligente às vezes não é cursar a maior faculdade de moda, mas sempre estar atualizado com o que está acontecendo”, disse. “O Clô era muito atento à moda, às tendências. Sabia modelagem, sabia costura, mas ao mesmo tempo entendia muito o que acontecia no mundo, politicamente falando, no comportamento. Era um grande defensor das mulheres.”

A apresentadora também destacou o impacto do estilista na construção da moda brasileira. “Ele lutou a vida inteira pelo que acreditava, do jeito dele, mas lutou. E fez uma geração inteira crescer. Se a gente não tivesse o Clô na nossa história, assim como o Denner e todos os outros criadores da época, acho que a moda brasileira não seria o que é hoje.” Clodovil Hernandes, além de estilista, teve um quadro no programa “TV Mulher”, na Globo, nos anos 1980 e foi eleito deputado federal em 2006. Faleceu em Brasília, em 2009, após complicações decorrentes de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Leia Também

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui