Lucas Leão levou à passarela do Rio Fashion Week uma alfaiataria que vem de berço. Neto de alfaiate, daqueles que tinham ateliê no subúrbio e clientela na Rua do Ouvidor, o estilista carioca carrega essa herança no DNA e a transforma em ponto de partida, não de repetição.

O que se viu foi uma alfaiataria que ganha sotaque carioca e se afasta do rigor sisudo. Para isso, Lucas buscou os barracões das escolas de samba e acertou no encontro. Plumas surgem aqui e ali, em vestidos e ternos, quebrando a formalidade com leveza e movimento.

Como contou em entrevista ao portal Gshow, a memória familiar e as pesquisas em fotos antigas ajudaram a construir a coleção. Mas o resultado é atual: sobreposições de blazers em diferentes alturas, volumes oversized bem resolvidos e modelagens que equilibram conforto e informação de moda.
Há ainda transparências pontuais, blazers encurtados e peças feitas com tiras de tecido, criando textura e ritmo. No fim, Lucas Leão mostra que sua alfaiataria não tem medo de sair do lugar comum. E é justamente aí que ela funciona melhor.
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