Sabrina Sato se transforma em flor rara e resistente na Gaviões

Sabrina Sato entrou na avenida para defender a Gaviões da Fiel, na madrugada deste domingo (15), vestida com a fantasia representando a Protea, que floresce mesmo quando tudo parece cinza. E foi exatamente essa força ancestral que desabrochou no Anhembi, quando a rainha de bateria da Gaviões da Fiel atravessou a avenida vestida de significado. É uma das fantasias mais elaboradas de sua trajetória dee Carnaval, com plumas emazul, rosa e branco.

Sabrina Sato (Foto: Gabriela Schmidt/Divulgaçao)
Sabrina Sato (Foto: Gabriela Schmidt/Divulgaçao)

A fantasia criada por Henrique Filho não poderia ter nome mais simbólico: Flor. Mas não se trata de delicadeza frágil. Trata-se de resistência. A Protea, uma das flores mais antigas do planeta, nasce onde quase nada sobrevive. Resiste a condições extremas, floresce depois do fogo e transforma adversidade em recomeço. E em se tratando de Sabrina, isso faz todo o sentido. Afinal, a apresentadora revelou que vai desfilar na avenida pelo menos até os 90 anos. Ou seja, mas 45 anos de samba no pé e Carnaval, já que completou 45 anos no último dia 4.

Sabrina Sato (Foto: Will Dias/Brazil News)
Sabrina Sato (Foto: Will Dias/Brazil News)

A fantasia Flor ganhou contornos quase escultóricos na avenida. Estruturas que lembravam pétalas abertas, texturas orgânicas e o brilho prateado dialogando com a proposta da floresta reinventada reforçaram a narrativa de força ancestral. “Hoje eu não visto só uma fantasia. Eu piso na avenida como quem carrega memória. Como quem celebra o que resiste” , escreveu nas redes sociais. E foi assim que ela cruzou o Anhembi: como flor antiga, que floresce mesmo depois do fogo — e aponta para um novo amanhã.

Em 2026, a escola apresenta o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”. Neste ano, a Gaviões da Fiel olha para o futuro a partir das raízes, colocando no centro da narrativa a preservação das florestas e exaltando os povos originários e sua resistência secular.

“Hoje piso no Anhembi com a minha @gavioesoficial representando as flores da floresta, lembrança viva de um tempo em que homem e natureza respiravam no mesmo compasso”, escreveu antes do desfile. E ainda disse: “E ela me faz pensar nos povos originários: atravessaram invasões, silenciamentos, tentativas de apagamento… e seguem vivos. Enraizados. De pé.”

E há um detalhe que torna tudo ainda mais simbólico. A escola da maior torcida do Corinthians nunca usa verde por conta da histórica rivalidade com o Palmeiras. Como falar de floresta sem recorrer à cor que a representa? A resposta veio em forma de poesia visual: uma floresta imaginária construída em tons prateados e metalizados, onde a natureza surge reinventada, quase etérea, como se fosse feita de luz e memória.

A escolha da Protea ecoa também a trajetória dos povos originários — que atravessaram invasões, silenciamentos e tentativas de apagamento, mas seguem vivos. Enraizados. De pé. Assim como a flor que renasce após o incêndio, transformam dor em permanência e resistência em legado.

 

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