Do SPFW ao Carnaval, Iza leva crochê de Gustavo Silvestre à avenida

Iza, que voltou ao posto de rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense este ano, do Rio de Janeiro, uniu SPFW e Carnaval. A cantora ensaiou nesta quarta-feira (28) na Marquês de Sapucaí com vestido exclusivo feito por Gustavo Silvestre e desfilado no último São Paulo Fashion Week, em apresentação no MAC (Museu de Arte Contemporânea), em outubro.

Iza (Foto: Victor Chapeta/Bfazil News)
Iza (Foto: Victor Chapeta/Bfazil News)

O vestido de Iza é fruto de uma colaboração da Swarovski com a marca Gustavo Silvestre. “A peça, original e única, foi pensada e criada pelo Gustavo com auxílio das artesãs que fazem parte do projeto social Ponto Firme. Iniciativa que começou em 2015 dentro de uma penitenciária masculina e hoje gera renda e promove dignidade a pessoas muito talentosas que passaram por alguma situação de vulnerabilidade social”, disse comunicado da marca.

Iza (Foto: Victor Chapeta/Bfazil News)
Iza (Foto: Victor Chapeta/Bfazil News)

O vestido foi confeccionado 100% a mão, de forma totalmente artesanal, em crochê com aplicação de pérolas da marca Swarovski. Iza completou o look com cabeça de plumas e sandália modelo gladiador, uma das preferidas das musas e rainhas do Carnaval.

Desfile de Gustavo Silvestre no SPFW (Foto: Divulgação)
Desfile de Gustavo Silvestre no SPFW (Foto: Divulgação)

Plágio e Justiça

Gustavo, que dessa vez não se apresentou na alta-costura de Paris, na parceria de várias temporadas com o designer suíço Kevin Germanier, exatamente por conta da demanda de Carnaval, entrou na Justiça por conta de plágios e cópias de suas criações. “O artista e estilista brasileiro Gustavo Silvestre iniciou, em 2026, uma série de notificações extrajudiciais contra marcas que passaram a reproduzir, de forma quase literal e reiterada, criações autorais desenvolvidas ao longo de sua trajetória artística, especialmente no campo da pesquisa têxtil em crochê contemporâneo”, diz o comunicado divulgado para a imprensa (veja integra no fim do texto).

Em vídeo nas redes sociais, o estilista também aborda o assunto. Na legenda da publicação, escreveu: “Copiar não é criar. É roubar.💥Antes da minha pesquisa e das minhas criações, essas marcas tinham identidades completamente diferentes. O que se vê hoje no Instagram delas são tentativas de reproduzir, de forma literal e superficial, a estética e os looks que eu desenvolvi ao longo de anos de pesquisa e trabalho autoral. Não se trata de coincidência, nem de tendência. Trata-se de apropriação. Essas cópias não alcançam a profundidade, a técnica ou a qualidade do trabalho original, apenas tentam se aproximar visualmente, confundindo o consumidor quanto à verdadeira origem dessas criações.”

 

Desfile de Gustavo Silvestre no SPFW (Foto: Patrícia Devoraes/Brazil News)
Desfile de Gustavo Silvestre no SPFW (Foto: Patrícia Devoraes/Brazil News)

Veja íntegra do comunicado divulgado pela grife

“O artista e estilista brasileiro Gustavo Silvestre iniciou, em 2026, uma série de notificações extrajudiciais contra marcas que passaram a reproduzir, de forma quase literal e reiterada, criações autorais desenvolvidas ao longo de sua trajetória artística, especialmente no campo da pesquisa têxtil em crochê contemporâneo.

Reconhecido há mais de uma década por seu trabalho autoral, Gustavo Silvestre apresentou, em 2023, uma pesquisa inédita de tecido em crochê com a integração sistemática de elementos decorativos perfurados, como paetês, cristais, contas, miçangas, pérolas e materiais metálicos e naturais, incorporados diretamente à construção do ponto. Essa pesquisa, apresentada pela primeira vez no São Paulo Fashion Week N55, deu origem a uma estética original, singular e claramente identificável, até então inexistente no campo do crochê aplicado à moda.

A partir desse lançamento, a pesquisa evoluiu para uma linguagem autoral própria, desdobrada em figurinos, obras artísticas e coleções, com reconhecimento no Brasil e no exterior, incluindo apresentações na Paris Fashion Week e na Haute Couture Week. Todas as peças criadas por Gustavo Silvestre são únicas, não reproduzidas, desenvolvidas artesanalmente para garantir exclusividade absoluta a quem as adquire.

Apesar desse histórico público e documentado, marcas sem qualquer vínculo criativo, técnico ou conceitual com o artista passaram a reproduzir peças visualmente semelhantes e, em alguns casos, a estruturar suas coleções, ou mesmo a identidade de suas marcas, a partir da estética desenvolvida por Gustavo Silvestre, gerando confusão no consumidor quanto à autoria e à origem dessas criações.

Enquanto o trabalho de Gustavo Silvestre se baseia em anos de pesquisa, investimento financeiro, desenvolvimento técnico e responsabilidade social, essas marcas vêm multiplicando os mesmos modelos de forma padronizada, em repetições sucessivas, apropriando-se de ideias que não criaram. Do ponto de vista jurídico, tais práticas podem configurar concorrência desleal, violação de direitos autorais, aproveitamento parasitário e indução do consumidor ao erro.

Diante desse cenário, o artista iniciou notificações extrajudiciais por meio de um escritório de advocacia amplamente reconhecido na área de propriedade intelectual, e informa que medidas judiciais já estão sendo preparadas.

A iniciativa busca proteger a originalidade, a integridade da criação artística e a ética no mercado da moda, especialmente no contexto de criadores independentes, cuja sobrevivência depende diretamente da inovação. Gustavo Silvestre também ressalta a importância da conscientização de consumidores, imprensa, stylists e influenciadores sobre a necessidade de investigar a origem das criações que consomem e divulgam.

‘A cópia sistemática não é homenagem, nem tendência. É uma distorção grave de um processo criativo legítimo’, afirma o artista.”

 

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