Ácidos proibidos no verão

Patricia Zwipp
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Foto: Ouibelle/Reprodução

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Eles são número um em rejuvenescimento, referência em esfoliação e poderosos secativos. Mas alguns ácidos são proibidos no verão. Sabe quais são?
Ácido retinóico, alfa-hidroxiácidos e tretinoína são três poderosos ingredientes, muito prescritos no inverno, mas que precisam sair de cena no verão e dar espaço para ativos com atuação antioxidante, protetora e anti-inflamatória.

Retinóides

“Os retinóides são prescritos geralmente no inverno”, diz explica a dermatologista Dra Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Mas como ele vai deixando a pele mais fina, reage mal a mormaço, calor, luz visível e especialmente ao sol. Por isso, não é indicado nas altas temperaturas.

Alfa-hidroxiácidos

O ácido glicólico é um alfa-hidroxiácido que torna a pele mais sensível. Portanto após seu uso, o ideal é não expor a pele ao sol ou isso pode causar forte irritação na pele com descamação, vermelhidão e até mesmo o surgimento de manchas.

Ácidos permitidos

Algumas substâncias ainda podem – e devem – ser usadas. Apesar de não oferecer a mesma potência rejuvenescedora, os ácidos ferúlico, kójico, azelaico, maslínico, ascórbico e hialurônico fazem parte das prescrições nos climas quentes, por oferecerem resultados eficientes. Mas independente, a proteção solar é regra básica e deve ser seguida diariamente com FPS 30 (no mínimo) e reaplicado de duas em duas horas.

Ácido ferúlico: menos rugas

Encontrado nas folhas e sementes de muitas plantas, especialmente farelo de milho e arroz. “Esse ácido fornece hidrogênio para a neutralização dos radicais livres, relacionados com o envelhecimento das células. Portanto, é um potente antioxidante”, diz Claudia Marçal. O ácido ferúlico suaviza rugas e linhas de expressão.

Ácido kójico: clareador

Considerado um clareador importante por ter uso permitido durante o verão e também na gestação. “Ele inibe a ação da tirosinase (enzima responsável pela produção de pigmento), diminuindo a formação de melanina. É um ácido que não causa irritabilidade nas concentrações de margem de segurança.”

Ácido azelaico: controle do melasma

Encontrado no trigo, o ácido pode ser usado também por gestantes no controle do melasma. “Ele inibe a tirosinase (enzima responsável pela estimulação e produção da melanina), então consegue prevenir a formação do melasma (e, se presente, o ácido consegue controlar e clarear)”, explica Claudia Marçal.

Ácido maslínico: calmante

Substância derivada da moagem de azeitonas, é um poderoso antioxidante e também tem ação anti-inflamatória considerável. “O ácido reduz a vermelhidão de peles irritadas, principalmente após exposição solar. A substância age diretamente sobre a hidratação e aparência da pele, deixando-a mais macia e radiante.”

Ácido ascórbico: mais firmeza

É a famosa vitamina C. “O ácido L-ascórbico é um poderoso antioxidante, cuja aplicação tópica permite alcançar níveis que não seriam possíveis com a ingestão de frutas ou de suplementação oral de vitamina C”, explica a dermatologista. Além disso, é responsável por frear a ação dos radicais livres, estimular a formação de novo colágeno e ajuda a proteger a pele dos efeitos do sol, na medida em que uniformiza o tom de pele e melhora sua textura.

Ácido hialurônico: hidratante

Esse ácido faz parte da matriz extracelular, onde ficam as fibras do colágeno e elastina. “Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele. Então, quando existe falta de ácido hialurônico, há desidratação da pele, tendência à flacidez, formam-se rugas, sulcos e perda de luminosidade”, explica a dermatologista. O ativo ácido hialurônico tem vários pesos moleculares e deve ser usado numa composição com diferentes pesos para atuar em várias camadas.

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